Trump promete 'destruir' a Coreia do Norte se país insistir na guerra

Trump promete 'destruir' a Coreia do Norte se país insistir na guerra

Por isso, diz, "não teremos outra escolha que não destruir totalmente a Coreia do Norte". Enquanto o secretário-geral das Nações Unidas, o português Antonio Guterres, abriu os debates pedindo "um mundo sem armas nucleares" e uma "solução política" para a crise norte-coreana, o presidente americano atacou violentamente o "regime vicioso de Pyongyang".

Em sua fala, Trump também disse que vai defender os interesses dos Estados Unidos acima de tudo.

O Presidente pediu aos restantes membros das Nações Unidas para trabalharem em conjunto para tentar solucionar o assunto, mas deixou também o que parece ter sido uma crítica velada à China: "É ultrajante que haja países que não se limitam a negociar com um regime que ameaça o mundo com um conflito nuclear, mas ainda fornecem armamentos, bens e apoio financeiro". Ja Song Nam, embaixador da Coreia do Norte na ONU, foi visto saindo do local antes da fala do líder norte-americano. "Não podemos ficar parados assistindo", disse.

"O povo venezuelano está esfomeado e o seu país está a colapsar", sustentou Trump, responsabilizando a "ditadura socialista de Maduro" de causar "uma dor terrível e sofrimento ao povo".

O discurso preparado de antemão, que Trump leu cuidadosamente, foi considerado por vários analistas como uma variante das palavras "América primeiro", que marcaram quer a campanha para a Casa Branca, quer o discurso de inauguração.

Não obstante, Trump garante que os Estados Unidos e os seus aliados na região estão a combater os "refúgios terroristas", e realçou os ganhos da coligação internacional na Síria e no Iraque, que têm levado a derrotas significativas do Daesh nestes países, onde o grupo terrorista chegou a controlar um território superior ao do Reino Unido. E é preciso olhar para o passado para resolver os problemas do presente, defendeu. Vivemos em tempos de "muitas promessas mas também de grandes perigos", sublinhou igualmente o Presidente. "Nosso sucesso depende de uma coalizão de nações fortes e independentes que abracem sua soberania para promover segurança, prosperidade e paz, para cada um de nós e para o mundo", expressou o presidente, que defende uma visão unilateral do mundo.

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