Secretário-geral da ONU condena disparo de míssil norte-coreano

Secretário-geral da ONU condena disparo de míssil norte-coreano

O governo japonês emitiu ordens para os habitantes do norte do país se recolherem às suas casas.

A Coreia do Norte respondeu nesta sexta-feira às últimas sanções aprovadas pela ONU com o lançamento de um míssil balístico que sobrevoou o Japão e que aumenta ainda mais a tensão na península coreana.

No total, o míssil voou cerca de 3.700 quilómetros.

"Esta manifesta violação das resoluções do Conselho de Segurança se produz dias depois que a Coreia do Norte fez seu sexto teste nuclear", lembra o comunicado.

Ainda sem confirmações ou declarações na televisão estatal norte-coreana, onde os lançamentos balísticos são geralmente anunciados, a edição desta semana do jornal estatal Rodong Sinmun avisa que "não importa quão fortes sejam as pressões, isso não funciona connosco".

"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear da Juche".

Em reação ao lançamento balístico, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe considerou que se trata de um ato "absolutamente inaceitável" e que as recentes sanções "mostram que a comunidade internacional está unida e pretende encontrar uma solução pacífica", apesar da "conduta ultrajante" que o regime norte-coreano voltou a mostrar. Os lançamentos têm sido criticados até pelos únicos aliados da Coreia do Norte, a China, por conta da intensidade e da quantidade de testes.

O sucesso e precisão do exercício mostra "a capacidade do Exército para responder a um ataque inimigo, bem como para realizar ataques com precisão a alvos estratégicos, mesmo de longe", detalhou a Força Aérea de Seul em um comunicado divulgado pela agência de notícias local Yonhap.

O chefe da diplomacia norte-americana convidou os dois países, membros permanentes do Conselho de Segurança, a mostrarem a sua "intolerância face a estes lançamentos imprudentes de mísseis".

Ainda que a nota seja direcionada à China e à Rússia, o secretário americano pediu "que todas as nações acatem as novas sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU".

"No caso de a Coreia de Norte continuar a levar a cabo provocações contra nós ou contra o nosso aliado, temos o poder para destruí-los de uma forma em que não será possível recuperarem", afirmou o presidente sul-coreano, Moon Jae-in. O texto impõe um embargo às exportações de gás para a Coreia do Norte, um limite para as vendas ao regime de petróleo e produtos refinados, assim como a proibição de importação de têxteis norte-coreanos.

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