Rebelião em presídio de Luziânia termina com quatro mortos

Rebelião em presídio de Luziânia termina com quatro mortos

A Associação dos Agentes Prisionais do Estado de Goiás (Aspego) disse que a situação é "crítica" e confirmou que um guarda prisional temporário é feito como refém.

A morte de um detento por facções rivais após transferência teria sido o estopim para a rebelião, inciada durante a madrugada desta segunda-feira (11). O Batalhão da Polícia Militar (Bope) isolou todo o entorno do presídio. A área, próxima de residências e da rodoviária do município, foi isolada.

Na noite desse domingo (10), um interno simulou que estava passando mal. No momento do atendimento, dois servidores de plantão foram rendidos e desarmados pelos presos e ficaram reféns dos detentos. Um deles foi baleado na perna.

Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros de Goiás, militares foram acionados por volta das 0h50 para combater um incêndio que teria começado em uma ala do CPP, que fica localizado no Complexo Prisional da cidade. Os presos provisórios também reivindicam o julgamento das penas, melhoria na alimentação e reclamam da superlotação.

As Comissões de Direitos Humanos e de Direito Criminal da Ordem dos Advogados do Brasil de Luziânia e o presidente da subseção, Luciano Jose Braz de Queiroz, acompanham as negociações para intermediar uma solução sem danos. Não há confirmação de mortes.

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