Produção industrial brasileira cresce 0,8% em julho

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em julho

A linha de produção, entretanto, ainda roda em ritmo semelhante ao de março de 2009, ponderou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, apesar da sensível melhora nos indicadores de julho, o acumulado dos primeiros sete meses do ano ainda está em terreno negativo com -2,0%.

O nível de produção da indústria brasileira alcançou em julho o ponto mais alto desde outubro de 2015.

O setor de produção de bens de consumo duráveis registou um crescimento de 2,7%, os bens de consumo não duráveis subiram 2%, máquinas e equipamentos cresceram 1,9% e a produção de insumos industrializados para o setor produtivo subiu 0,9%. É o trigésimo oitavo mês seguido de números no vermelho.

Analistas ouvidos pela Bloomberg esperavam que a produção industrial tivesse um aumento de 0,4% na comparação mensal, e de 1,6% frente ao mesmo mês do ano passado. Frente a junho e na série com ajuste sazonal, o crescimento foi de 0,8%, acumulando ganho de 3,4% no período. A data de referência para o levantamento é 1º de julho deste ano. Para o fim de 2017, a expectativa do mercado financeiro para o setor também é positiva, já que a projeção dos economistas é de alta de 1,3%.

O número de desempregados caiu nesse período de 13,5 milhões para 13,3 milhões.

Segundo Macedo, o aumento na renda dos trabalhadores - em função de uma inflação mais baixa -, a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução na taxa de juros - que faz o crédito ficar mais barato - impulsionaram a produção de bens de consumo duráveis.

Os Bens de capital, um indicador de investimento, tiveram alta de 1,9 por cento, acumulando em 12 meses avanço de 2,8 por cento.

Produção de bens de capital sobe 1,9% em julho ante junho, afirma IBGE Últimas notícias - 05/09/2017 10h26    . Além deles, a alta foi puxada principalmente pelo crescimento dos produtos de bens de consumo semi e não-duráveis, que registraram 2%, de bens de capital, com 1,9%, e de bens intermediários, com 0,9%. O resultado representa o quarto mês consecutivo de alta, movimento que não ocorria desde abril a agosto de 2012.

Artigos relacionados