Produção de veículos tem alta de 25% até agosto

Produção de veículos tem alta de 25% até agosto

"Cada vez um número maior de Estados tem mostrado crescimento dos emplacamentos sobre o ano anterior, o que mostra que o setor está se reforçando", afirmou Megale.

No mês passado, foram produzidos 260.349 veículos em nosso território, o que representa um crescimento de 15,4 por cento em comparação com o mês de julho e uma diferença de quase 10 mil unidades em relação a maio (até então o mês mais produtivo do ano).

Também foram alteradas as projeções para vendas no mercado doméstico, passando de 2,133 milhões de unidades, alta estimada de 4%, para 2,2 milhões de veículos, que representaria um crescimento de 7,3%. Foi o melhor mês em produção desde novembro de 2014.

Já a previsão para o crescimento das exportações foi ajustada de 35,6 para 43,3 por cento, a 745 mil veículos. Em números, isso representa uma produção de 2.700.000 veículos, enquanto antes o esperado era de 2.619.000. Em agosto, 1.107 postos de trabalho foram gerados pelo setor em relação ao número de funcionários em julho.

A comercialização de tratores de rodas totalizou 3,55 mil equipamentos, 3,6% a mais que em julho deste ano, mas 6,6% a menos que em agosto do ano passado.

As exportações da indústria automotiva brasileira registraram um novo resultado positivo em agosto, quando as receitas com as vendas externas alcançaram US$ 1,46 bilhão.

O resultado negativo de agosto não impediu que a indústria de máquinas agrícolas mantivesse o cenário de mercado mais aquecido que no ano passado. Veja ao fim da reportagem para onde o Brasil envia seus carros.

Em agosto, o nível de emprego na indústria apresentou establidade, com um leve crescimento. Neste caso, queda de 62,9% em relação a julho e de 74% quando comparado com agosto de 2016.

"Brasília tem trazido notícias todos os dias, mas está havendo descolamento da questão econômica da política (...) As projeções estão em linha com o crescimento dos últimos meses e agora temos a confiança de que esses números poderão ser atingidos", disse o presidente da Anfavea.

"O ponto condenado é uma tratamento diferenciado entre importados e nacionais. Estamos sendo condenados por apoiar o emprego no Brasil", justificou Megale.

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