Polícia Federal prende o empresário Wesley Batista em São Paulo

Polícia Federal prende o empresário Wesley Batista em São Paulo

A operação rendeu lucro bilionário à companhia.

"Os fatos que envolvem os donos da JBS e os ex-presidentes petistas são gravíssimos e precisam ser apurados à exaustão".

Segundo o banco de fomento, a prisão de Wesley não muda sua posição pela realização da AGE, proposta justamente para apreciar o pedido de que a JBS entrasse com uma ação de responsabilidade contra seus controladores, incluindo Wesley e seu irmão, Joesley, também preso.

A Operação Acerto de Contas investiga ganhos milionários dos Batista por meio de especulações no mercado financeiro e com a moeda americana em meio às negociações para acordo de delação premiada.

Também foi expedido um segundo mandado de prisão contra Joesley Batista, preso desde domingo (11) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles podem ser transferidos para o Complexo Penitenciário da Papuda caso a detenção seja convertida em prisão preventiva nos próximos dias.

Deveria ser um jogo de ganha-ganha: Joesley, depois de ter comprado políticos e expandido seus negócios à custa de relações camaradas com os governos lulopetistas, poderia tocar a vida em liberdade, manter o filé de seus negócios e ainda jactar-se de ser "intransigente com a corrupção"; Janot, por sua vez, passaria à história como o herói da luta contra a corrupção e desinfetador da política nacional.

O primeiro deles é a ordem de venda pela FB Participações, controladora do grupo, de R$ 200 milhões em ações da JBS entre 24 de abril e 17 de maio.

A JBS confirmou ter comprado as moedas antes de as gravações de Joesley Batista envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) virem à tona.

Em troca das informações, Joesley e outros executivos da J&F receberam o benefício da imunidade penal, ou seja, eles não seriam presos.

As investigações sobre o suposto uso de informações privilegiadas por executivos da JBS, para obtenção de lucros no mercado financeiro podem acarretar na anulação do acordo de delação premiada firmado pelos irmãos Batista com a Procuradoria-Geral da República, disseram nesta quarta-feira delegados da Polícia Federal.

Ex-procurador Marcelo Miller na sexta-feira, 8, no Rio. O encontro com o ministro do STF acabou não acontecendo.

A respeito da prisão de Wesley, o advogado Pierpaolo Bottini afirmou: "É absurda e lamentável a prisão e o inquérito aberto há vários meses em que investigados se apresentaram para dar explicações. O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vinganca contra aqueles que colaboraram com a Justiça".

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