PF vê indícios de organização criminosa em cúpula do PMDB

PF vê indícios de organização criminosa em cúpula do PMDB

As investigações apontaram que os integrantes da cúpula do PMDB, entre eles Temer, participavam de uma organização criminosa voltada para obter, direta e indiretamente, propinas em órgãos da administração pública federal.

Segundo os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, os indícios implicam o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), além dos ex-deputados Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves - esses três últimos estão atualmente presos por conta de outras investigações.

A PF atribui ao grupo a prática de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e evasão de divisas, entre outros crimes. A informação consta do relatório final do inquérito sobre o chamado "quadrilhão" do PMDB na Câmara, que será, possivelmente, uma das bases de nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente. Janot já denunciou por organização criminosa em investigações semelhantes políticos de PT, PP e PMDB do Senado.

A assessoria de Michel Temer divulgou nota afirmando que "o Presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, como foi publicado pela imprensa, deste 11 de setembro".

O texto ainda afirma que as acusações são "insinuações descabidas", vazadas para "tentar denegrir a honra e a imagem pública" do presidente antes mesmo de serem apreciadas pela Justiça.

Eliseu Padilha informou, também via assessoria, que só irá se pronunciar quando e "se houver acusação formal contra ele que mereça resposta".

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, disse que a Polícia Federal não agiu de forma democrática ao "vazar" as conclusões do inquérito que investigou o "quadrilhão" do PMDB na Câmara, sem dar conhecimento aos citados no relatório.

Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.

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