Países reagem ao novo lançamento de míssil da Coreia do Norte

Países reagem ao novo lançamento de míssil da Coreia do Norte

A Coreia do Norte lançou ontem um míssil que sobrevoou o norte do Japão, anunciou o governo de Tóquio logo após o disparo, que não provocou danos, tendo sido detetado.

Na manhã desta sexta-feira, todos os canais de televisão japoneses exibiam a mensagem de advertência de que um míssil balístico de médio alcance sobrevoava parte do território japonês."Fujam para um prédio ou um subsolo", avisavam os alertas enviados por um sistema de mensagens de emergência para os utilizadores nas regiões ameaçadas, enquanto soavam as sirenes do J-Alert.

O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, condenou duramente o mais recente lançamento de míssil realizado pela Coreia do Norte, afirmando que o movimento foi "imprudente e perigoso".

"O Comando americano do Pacífico determinou que este míssil balístico não representou uma ameaça para Guam", acrescentou o Pentágono. O secretário-geral da Casa Branca, general do Marines John Kelly, foi quem informou o presidente, disse a porta-voz Sarah Sanders.

O Conselho de Segurança volta a reunir esta sexta-feira às 15h00 locais (20h00 em Lisboa), a pedido de Washington e Tóquio. A declaração é uma resposta ao apoio dos dois países a uma resolução e sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) contra o último teste nuclear do regime norte-coreano. A China, por sua vez, defende uma resposta internacional ao problema.

"Espero que a China possa decidir sozinha sobre recorrer ao poderoso trunfo do abastecimento de petróleo para convencer a Coreia do Norte de repensar sua disposição ao diálogo e a futuras negociações", acrescentou Tillerson.

"Responder à Coreia do Norte desenvolvendo nossas próprias armas nucleares não manterá a paz na Península da Coreia e poderia levar a uma corrida armamentista no nordeste da Ásia", afirmou Moon.

"Se a Coreia do Norte continuar por este caminho, seu futuro não será radiante", completou. O lançamento pode ser considerado uma represália às novas sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da #ONU.

Artigos relacionados