Ministros do Supremo defendem cancelamento da delação da J&F, diz colunista

Ministros do Supremo defendem cancelamento da delação da J&F, diz colunista

Em meio à polêmica dos novos áudios que abriram procedimento para analisar revisão da delação da JBS, os ministros do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello e Luiz Fux afirmaram nesta quarta-feira (6/9) que, em uma eventual anulação de uma colaboração, as provas apresentadas pelos colaboradores podem ser mantidas válidas.

Leia a notícia na íntegra no site do jornal O Globo. As demais, afirma a reportagem, seriam suficientes para causar alguns embaraços aos envolvidos.

Quatro horas de gravação, com uma longa conversa entre os delatores Joesley Batista, dono da JBS, e Ricardo Saud, executivo do grupo, expuseram mais os planos, opiniões e ações concretas de corrupção no Brasil. Em alguns casos, apontam as fontes, seriam banalidades, embora "ruins" para a imagem dos citados. Eles conversam sobre a possibilidade de contratar José Eduardo Cardozo, que já foi Ministro da Justiça e advogado-geral da União, para se aproximar de ministros do STF.

"É por isso que se impõe repelir qualquer pretensão ou mesmo ensaio de tratamento sigiloso da investigação em torno dessa delicadíssima matéria trazida pelo senhor Procurador-Geral da República, pois em tema tão sensível como esse somente a visibilidade plena poderá legitimar aos olhos dos cidadãos desta República as conclusões da apuração reclamada, cuja eficácia certamente será maior se, da tarefa investigatória, incumbirem-se em atuação harmoniosa e convergente essas duas importantíssimas instituições da República, que são o Ministério Público Federal e a Polícia Federal", continuou o ministro. Ela conta que ao menos três ministros da corte defendem o cancelamento imediato da delação.

Marco Aurélio também reforçou o entendimento. "Vou ver nos jornais, mas é preciso esclarecer". Bastaria o questionamento de um dos ministros. As informações entregues por ele podem dar substância a segunda denúncia que o procurador-geral da República Rodrigo Janot deve apresentar contra o presidente Michel Temer.

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