Ministério público dá instruções à polícia para impedir referendo na Catalunha

Ministério público dá instruções à polícia para impedir referendo na Catalunha

É mais um episódio da tensão instalada entre o governo da Catalunha e o Governo central de Espanha.

A decisão foi tomada um dia após centenas de milhares de pessoas irem às ruas de Barcelona em defesa da independência da região e do direito à realização de um referendo de autodeterminação, proibido pelas instituições espanholas.

Ao admitir o recurso do governo federal, o Tribunal suspendeu a norma e fez uma nova advertência, sobre a obrigação de obediência, aos membros do Governo da Catalunha e do Parlamento regional.

A chamada "lei da transição", que, segundo o Governo espanhol, "implica a rutura total e absoluta com a ordem constitucional estabelecida", foi aprovada na semana passada com os votos dos deputados regionais separatistas, maioritários.

O Ministério Público de Espanha anunciou esta segunda-feira que todos os autarcas da Catalunha que apoiam a realização do referendo independentista de 1 de Outubro estão sob investigação.

Carles Puigdemont já pediu às autoridades de Madrid para "deixarem em paz" os Mossos d'Esquadra, sublinhando que a sua prioridade é "velar pela segurança das pessoas" e não "retirar urnas".

O referendo à independência, convocado para 1 de Outubro pelo governo regional da Catalunha, foi suspenso na semana passada pelo Tribunal Constitucional.

A alcaide de Barcelona é uma exceção à maioria dos autarcas que apoiam o referendo.

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