Ministério da Saúde anuncia fim do surto de febre amarela no Brasil

O surto de febre-amarela detetado no início de 2017 foi considerado invulgar no país, já que os órgãos de saúde contabilizavam apenas alguns casos a cada ano e, geralmente, a doença era transmitida pelo mosquito Haemagogus, que vive em áreas de floresta. No total, 777 pessoas foram infetadas, das quais 261 morreram.

Ainda, nesse período, 2.270 casos foram descartados e 213 ainda estão em investigação.

Ele informa que a pasta vai estimular a todos os municípios a aumentar a cobertura vacinal o máximo possível para evitar um novo surto.

"Desde junho não registramos nenhum caso, mas há uma grande preocupação porque a cobertura vacinal é baixa em muitos estados", disse.
A eficácia do fracionamento está sendo testada pela Fiocruz.

Em 2018, a vacina para febre amarela será incluída no calendário de vacinação para crianças a partir dos nove meses.

Além de intensificar a vacinação, foram liberados R$ 66,7 milhões aos estados para controlar o surto e reforçar a assistência. Apesar do resultado do novo boletim epidemiológico sobre a situação da doença no País, o Ministério da Saúde recomenda que a vacinação contra a doença deve continuar para prevenir a transmissão.

Conforme o balanço, a região Sudeste concentrou a maioria dos casos de febre amarela desde o ano passado, com 764 casos confirmados.

A febre-amarela preocupou o Governo brasileiro porque a doença também pode ser transmitida em áreas urbanas pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue, do Zika e da febre Chikungunya.

Em 2017, foram vacinadas 51,8 milhões de pessoas contra influenza, uma cobertura de 87,5% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde.

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