Michel Temer: "Facínoras roubam do país a verdade"

Michel Temer:

São os deputados que decidem se o presidente deve ser investigado, depois que a denúncia for apresentada pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) - primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e depois pelo plenário. Segundo ele, os "facínoras" roubam a verdade, ao passo que bandidos constroem versões sem consistência para alcançar "impunidade" ou "perdão".

Em tom de revolta, o Planalto alega no texto que há "tentativa de condenar pessoas sem sequer [ sic ] ouvi-las, portanto, sem se concluir investigação, sem se apurar a verdade, sem verificar a existência de provas reais". "Ignora-se toda a coerência de fatos e das histórias narradas por criminosos renitentes e persistentes". "Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas", diz a nota. O relatório da investigação, iniciada em 2015, era aguardado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para finalizar uma eventual segunda denúncia contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça.

No momento em que o Planalto avaliava que as prisões do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, e do executivo Ricardo Saud poderiam enfraquecer uma nova acusação contra Temer, o relatório da PF causou preocupação.

O inquérito também cita o depoimento do corretor Lúcio Funaro, que afirmou ter presenciado um telefonema em 2012, no qual o então vice-presidente Temer, avalizou pagamentos eleitorais como um "pedágio" por liberação de créditos da Caixa. A nota destaca ainda que o estado democrático de Direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário. "Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação", afirma. O peemedebista ainda disse que falsos testemunhos alteram o passado. Desvios devem ser condenados, mas não se podem criminalizar aquelas ações corretas protegidas pelas garantias constitucionais.

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