Míssil da Coreia sobrevoou Japão e tinha alcance intermediário

Míssil da Coreia sobrevoou Japão e tinha alcance intermediário

A Coreia do Norte disparou um novo míssil na noite desta quinta-feira (14/09) - manhã de sexta em Pyongyang -, segundo comunicaram autoridades da Coreia do Sul e do Japão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não se expressou sobre o lançamento mais recente, mas sua administração deseja que Rússia e China, a principal aliada e apoio econômico do regime de Kim Jong-Un, pressionem a Coreia do Norte. Na semana passada, o governo norte coreano realizou um teste nuclear com bomba de hidrogênio e os especialistas acreditam que ela tenha sido acima dos 100 quilotons.

"O disparo do míssil da Coreia do Norte é uma nova violação das resoluções das Nações Unidas" que impedem a Coreia do Norte de aperfeiçoar armamento, escreveu Stoltenberg numa mensagem difundida pela rede social Twitter.

O novo desafio norte-coreano ocorreu depois que, na segunda-feira passada (11), o conselho aprovou novo pacote de sanções econômicas contra o regime, pelo teste nuclear do último dia 3 de setembro.

Pyongyang/Washington O governo do Japão informou, ontem, que um míssil foi lançado da Coreia do Norte e passou sobre o território japonês. O míssil sobrevoou o Japão e terá caído no Oceano Pacífico.

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Os cidadãos japoneses ficaram novamente em alerta diante da ameaça, sendo orientados a não se aproximarem de nenhum material que possa ter se desintegrado do míssil, uma vez que não se sabe se há material radioativo presente nos destroços.

"Não podemos nunca tolerar que a Coreia do Norte viole a decisão forte e unida da comunidade internacional rumo à paz, demonstrada nas resoluções da ONU, e insista neste ato ultrajante", disse Abe.

"Se a Coreia do Norte continuar por este caminho, seu futuro não será radiante", completou.

No total, o míssil voou cerca de 3.700 quilómetros. Os governos sul-coreano e japonês convocaram uma reunião urgente de seus conselhos de segurança.

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