Cunha viaja a Brasília para prestar depoimento sobre desvios no FI-FGTS

Cunha viaja a Brasília para prestar depoimento sobre desvios no FI-FGTS

Eduardo Cunha chegou à capital federal no fim da tarde.

O ex-deputado vai ficar em uma cela da Superintendência Regional da PF em Brasília durante alguns dias, período em que será interrogado na 10.ª Vara Criminal Federal, no processo em que é réu também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em operações fraudulentas no Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) da Caixa.

O pedido de transferência foi feito pela defesa de Cunha, que tem depoimentos marcados em Brasília para os dias 20 e 22 de setembro.

Sem algemas, de terno, gravata e carregando as próprias malas, o ex-deputado chegou a Brasília após deixar o Complexo Médico Penal em Pinhais, no Paraná, no final da manhã.

Cunha será transferido de Curitiba, base da Operação Lava Jato, onde está preso, para a capital federal em vôo da PF, o mesmo vôo que está trazendo para São Paulo o empresário Joesley Batista da JBS, que teve a custódia preventiva decretada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. De acordo com os advogados de Cunha, o objetivo da transferência é possibilitar "maior contato com a defesa técnica" para que ele exerça sua "autodefesa diretamente ao juiz". Além de Cunha, serão ouvidos o doleiro Lúcio Funaro, seu ex-sócio Alexandre Margotto, o ex-executivo da Caixa, Fábio Cleto, além do também ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, Eduardo Cunha foi preso em 19 de outubro de 2016. Ele e Joesley foram denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por obstrução à Justiça, ao lado do presidente Michel Temer. É provável, inclusive, que, na próxima semana, ele seja colocado frente a frente com o delator Lúcio Funaro, que o apontou como operador do presidente Michel Temer.

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