Coreia do Norte desafia ONU e promete acelerar programas militares

Coreia do Norte desafia ONU e promete acelerar programas militares

O chefe do Comando Estratégico militar dos Estados Unidos acredita que o teste nuclear da Coreia do Norte no início do mês utilizou uma bomba de hidrogênio, informa o site especializado Defense News.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, qualificou nesta sexta-feira (15) como "manifesta violação" das resoluções do Conselho de Segurança o novo teste balístico feito pela Coreia do Norte.

Em novo desafio à comunidade internacional, a Coreia do Norte prometeu nesta quarta-feira (13) acelerar os seus programas militares.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, cobrou que a Rússia e a China tomem medidas contra as ações "temerárias" da Coreia do Norte.

O Ministério sul-coreano da Defesa frisou, citado pelo The Telegraph, que este míssil terá provavelmente percorrido uma distância de 3.700 quilómetros e atingido uma altitude máxima de 770 quilómetros - ou seja, mais alto e com maior alcance do que o anteriormente lançado.

"Isto demonstra claramente que a Coreia do Norte dispõe de alcance suficiente - embora talvez não tenha a precisão - para aplicar o projeto Guam", completou.

O míssil sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido e caiu 20 minutos depois em águas do oceano Pacífico, a cerca de 2 mil quilômetros do território nipônico. Poucos dias depois, entretanto, o regime norte-coreano recuou e adiou o projeto. "Não recolham nenhum objeto que possam encontrar", afirmava o alerta.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o Japão "jamais tolerará" o que chamou de "perigosa ação provocadora e que ameaça a paz mundial". O monitoramento do governo do Japão relatou que o projétil foi lançado a partir do Aeroporto de Sunan, em Pyongyang. O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, também convocou uma reunião de emergência sobre o assunto.

Washington queria impor à Coreia do Norte um embargo total sobre suas importações de petróleo e congelar os bens de seu dirigente, Kim Jong-un, mas teve de ceder para conseguir o apoio de Pequim e Moscou.

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