Coreia do Norte ameaça usar armas nucleares para 'afundar' o Japão

Coreia do Norte ameaça usar armas nucleares para 'afundar' o Japão

Também os Estados Unidos reagiram ao sétimo lançamento da Coreia do Norte: Jim Mattis, o secretário de Defesa, lamentou este ter obrigado "milhões de japoneses a procurar abrigo".

Há poucas semanas, a Coreia do Norte disparou um míssil que sobrevoou o Japão, e na altura Tóquio considerou o lançamento como uma "ameaça sem precedentes".

"No caso de a Coreia de Norte continuar a levar a cabo provocações contra nós ou contra o nosso aliado, temos o poder para destruí-los de uma forma em que não será possível recuperarem", afirmou o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, pediu hoje "uma resposta mundial" contra a Coreia do Norte na sequência do novo disparo de um míssil balístico que qualificou de "imprudente violação das resoluções da ONU".

Pyongyang rejeitou assim o apoio dado pelos países vizinhos às novas sanções impostas na segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, que deixou o regime "furioso". As restrições incluem a redução da quantidade de petróleo que pode ser importada de forma legal pela Coreia do Norte, a proibição de exportações têxteis e o fim da permissão para trabalhadores norte-coreanos emigrarem.

O lançamento foi feito na noite de ontem (14), do aeroporto de Pyongyang, a capital norte-coreana.

Especialistas expressaram ceticismo em relação à eficácia das sanções, alegando que as medidas não impedem o avanço dos programas nuclear e balístico de Pyongyang. Os lançamentos têm sido criticados até pelos únicos aliados da Coreia do Norte, a China, por conta da intensidade e da quantidade de testes. "Vi o tamanho, vi os relatórios e, portanto, estou assumindo que era uma bomba de hidrogênio", completou.

As estimativas oficiais da potência da explosão ocorrida em 3 de setembro variam significativamente: Seul fala em 50 quilotoneladas, enquanto o Japão em 160.

Segundo 38 North, imagens de satélite de sexta-feira passada, cinco dias após o teste, revelam atividade nas entradas do túneis em Punggye-ri, incluindo caminhões estacionados e outros equipamentos.

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