Coreia do Norte ameaça 'afundar' Japão e reduzir EUA 'às cinzas''

A Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico que sobrevoou o território japonês, a partir da zona de Sunan, na capital do país, confirmou fonte militar sul-coreana, na quinta-feira à noite.

O Japão entrou em alerta vermelho. O artefato percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano, a quase 2.000 quilômetros ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido.

O ministro de Assuntos Exteriores do Japão, Taro Kono, afirmou acreditar que se trata de um míssil balístico intercontinental.

De acordo com a Reuters, as ameaças estenderam-se também aos Estados Unidos, com a Pyongyang a ameaçar reduzir a nação a "cinzas e escuridão" por ter apoiado e instigado as sanções aplicadas pelas Nações Unidas.

O porta-voz da Casa Branca informou que o presidente Donald Trump foi informado sobre o lançamento.

As sanções, aprovadas por unanimidade, vieram após o regime norte-coreano ter realizado seu sexto e maior teste nuclear, no dia 3.

Em conferência de imprensa, Hua disse que que todas as resoluções do Conselho de Segurança, no qual a China é membro permanente, "se opõem ao desenvolvimento da capacidade nuclear da Coreia do Norte".

O Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, que lida com assuntos externos de Pyongyang, também defendeu o desmantelamento do Conselho de Segurança e o descreveu como "ferramenta do mal", segundo comunicado divulgado pela agência norte-coreana KCNA.

No mês passado, a Coreia do Norte havia lançado um míssil Hwasong-12 sobre o Japão, no que Pyongyang havia chamado de o "primeiro passo" para suas operações militares no Pacífico. O míssil sobrevoou a ilha pouco depois das 7h00 locais (23h00 de quinta-feira, em Lisboa).

Bruxelas, 14 set (Lusa) - A União Europeia reforçou hoje as medidas restritivas contra a Coreia do Norte ao transpor as sanções setoriais impostas pela resolução de agosto da ONU, e promete "transpor rapidamente" as restantes sanções decididas esta semana pelo Conselho de Segurança.

Isso levou o presidente Trump a dizer que responderia com "fogo e fúria" a um ataque norte-coreano.

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