"Bitcoin é uma fraude e entrará em colapso", diz presidente do JPMorgan

O fenômeno das criptomoedas, que já movimentam mais de US$ 100 bilhões (R$ 314,2 bilhões) e transformaram o jovem americano Olaf Carlson-Wee em celebridade de Wall Street, nada mais é do que "uma fraude" para um dos homens mais poderosos do mundo, o CEO do banco JPMorgan Chase Jamie Dimon.

Numa conferência em Nova Iorque, Dimon afirmou que "a moeda não vai funcionar". "Você não pode ter um negócio onde as pessoas podem inventar uma moeda fora do ar e pensar que as pessoas que estão comprando são realmente inteligentes". "Seriam dispensados num segundo, por duas razões: É contra as nossas regras e porque são estúpidos, e ambas [as razões] são perigosas".

Nos últimos meses, o bitcoin passou por sua maior valorização, mais que quadruplicando de valor desde dezembro.

O executivo analisou que a bitcoin, hoje avaliada em cerca de US$ 4.000 a unidade, vive uma bolha. Na semana passada, também experimentou queda depois de a imprensa internacional reportar que a China planejava banir seu uso em negócios locais. "Se você estivesse na Venezuela ou no Equador ou na Coréia do Norte ou em regiões como essas, ou se você fosse um traficante de drogas, um assassino, assim, é melhor fazê-lo em bitcoin do que em dólares", disse. "Então, pode haver um mercado para isso, mas seria um mercado limitado". O próprio JPMorgan e muitos outros bancos investiram na tecnologia.

Dimon disse que iria atacar qualquer trader que negociasse bitcoin por ser estúpido. "Não me peça para resumir". "Honestamente, eu estou chocado que ninguém veja o que elas são".

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