Batalha judicial por selfie de macaco chega ao fim após anos

Batalha judicial por selfie de macaco chega ao fim após anos

A imagem do fotogénico macaco viralizou e de pronto a associação de defesa dos animais PETA tentou capitalizar esse sucesso: afinal, se tinha sido o Naruto a fazer a fotografia (foi o macaco quem pressionou o obturador), seriam dele os direitos de imagem.

Selfie de Naruto, o macaco-de-crista da Indonésia, tirada com a câmara do fotógrafo David Slater. Entretanto, um grupo de macacos aproximou-se do local e um dos animais, chamado Naruto, apoderou-se da máquina fotográfica e tirou uma "selfie". Mas durante quatro anos, o fotógrafo teve que enfrentar as críticas da PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, na sigla inglesa), que considerava que os direitos de autor da fotografia pertenciam ao animal e não ao fotógrafo.

Em 2015, o fotógrafo, cansado da situação, avançou para tribunal. A organização argumentou então que se tratava de uma violação dos direitos de autor.

Na Justiça, o fotógrafo já havia conquistado o direito sobre a imagem, mas uma apelação feita pela PETA, organização que luta pelos direitos dos animais, será julgada em breve. Já os ativistas defendiam que os direitos autorais eram de Naruto, porque o macaco se autofotografou com a câmera.

A PETA não desistiu e recorreu para o Supremo norte-americano.

No acordo entre David e a PETA, ficou decidido que o fotógrafo britânico vai doar 25% das receitas obtidas com a utilização e venda da "selfie" do macaco a instituições de caridade que protejam o habitat dos macacos, na Indonésia.

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