12h00BC indica corte menor de juros e fim gradual do ciclo de

12h00BC indica corte menor de juros e fim gradual do ciclo de

"Caso o cenário básico evolua conforme o esperado", o BC entende que é "adequada" a redução do ritmo de cortes nos juros.

O documento também detalha as discussões feitas pelo comitê sobre sinalizar os passos seguintes de política monetária, indicando um final gradual do atual ciclo de distensão do juro. O documento cita ainda que os membros do Comitê de Política Monetária concordaram que "há benefícios em promover encerramento gradual de ciclos monetários". "Um processo gradual facilita a comunicação e permite o acúmulo de mais evidências sobre o comportamento da economia à época de encerramento do ciclo", afirmou o BC.

"O Copom ressalta que as condições econômicas permitiram a manutenção do ritmo de flexibilização monetária nesta reunião".

Na ata, o comitê avalia que a queda nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais pode produzir uma trajetória de inflação abaixo do esperado. Quanto ao risco de um possível impacto inflacionário proveniente de um eventual revés do cenário internacional num contexto de frustração das expetativas com ajustes e reformas.

"Todos os membros do Comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade", afirmou o Copom. Este risco, na avaliação do colegiado, se intensifica no caso de uma reversão do atual cenário externo.

Evolução - "O processo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", diz a ata. "As estimativas dessa taxa serão continuamente reavaliadas pelo Comitê", acrescentou o BC.

O Banco Central avaliou ainda que o processo de "estabilização da economia" se consolidou. "A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego".

No comunicado da decisão de política monetária, a autoridade monetária já havia diminuído a projeção de inflação pelo cenário de mercado para em torno de 3,3 por cento em 2017, de 3,6 por cento antes.

As projeções do cenário de mercado levam em conta taxas de juros e câmbio variáveis, apuradas pela pesquisa Focus do BC. Se isso se confirmar, a Selic passaria de 8,25% para 7,5% ao ano.

O Banco Central elevou a expectativa de alta dos preços administrados - as tarifas públicas controladas pelo governo - em 2017. A informação consta de ata da mais recente reunião do Copom, realizada na semana passada, quando os juros básicos, ou taxa Selic, foram reduzidos de 9,25% para 8,25% ao ano. Por outro lado, a retomada da atividade pode levar a inflação em direção à meta ao longo de 2018.

O BC também tem uma avaliação melhor sobre a atividade, afirmando que a economia deve seguir em trajetória de recuperação gradual, cujos primeiros sinais já são perceptíveis e que à medida que a recuperação avança, o crescimento do consumo deveria abrir espaço para a retomada do investimento. Na ata do Copom, os diretores da autoridade monetária não enfatizam apenas as reformas estruturais com efeito fiscal, mas também outras iniciativas como as privatizações. A normalização é esperada após a queda de 5,2% no preço dos alimentos nos 12 meses até agosto de 2017. O grupo também ponderou que havia expectativa de recuo da inflação de alimentos em 2017, quando comparada com a do ano anterior. Para o Copom, portanto, há risco de uma espécie de inércia desinflacionária na inflação à frente.

Também lembraram, porém, que as projeções de inflação para 2018 embutem "alguma normalização da inflação de alimentos".

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