Primeiro-ministro culpa PT pelo colapso do SIRESP — Incêndios

Primeiro-ministro culpa PT pelo colapso do SIRESP — Incêndios

Costa revelou que pretende forçar a empresa a melhorar a sua rede em áreas potenciais de incêndio, substituindo cabos aéreos por cabos subterrâneos nas estradas que já disponham de calhas técnicas para o efeito, mas que se encontrem ainda vazias.

"É inadmissível que as redes de comunicações junto as estradas nacionais que já têm calhas técnicas não estejam enterradas e continuem com os cabos aéreos", disse Costa ao Expresso.

O primeiro-ministro, que já falou com o dono da Altice, sugere que os mesmos sejam enterrados.

O primeiro-ministro, segundo o jornal, não comentou as informações sobre as pressões à empresa de telecomunicações.

"O que falhou foi que grande parte daquela rede (conhecida como SIRESP) se assenta sobre a rede fixa da Portugal Telecom; a rede fixa da Portugal Telecom se sustenta em cabos aéreos que obviamente, em uma área florestal que está ardendo, também ardem. É muito importante o que o presidente de Castanheira disse que o país nunca mais esqueça aquilo que aqui aconteceu para que possamos fazer tudo para que isto não volte mais a acontecer", afirmou o primeiro-ministro.

Apesar desta atitude mais agressiva, o primeiro-ministro nega a necessidade de intervenções drásticas, como nacionalizar o SIRESP ou "rasgar" o contrato com a empresa, afirmando que a nacionalização não resolveria o problema.

Ou a PT melhora "ou o SIRESP terá de arranjar outra operadora que não a PT para suportar as comunicações, porque a verdade é que houve umas [operadoras] que mantiveram o funcionamento e outras colapsaram", afirma António Costa.

Sobre a continuidade do SIRESP, o primeiro-ministro abriu a hipótese de o sistema de comunicação de urgências passar a funcionar com outra rede.

Este novo preçário teve a concordância dos dois reguladores do setor, a ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). A entrevista completa será publicada na edição da próxima semana.

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