Comissão de Ética abre processo para investigar ministro dos Transportes

Comissão de Ética abre processo para investigar ministro dos Transportes

Conforme explicou o presidente da comissão, Mauro Menezes, o processo foi aberto com base em reportagem do jornal "O Globo" segundo a qual a empresa de comunicação, contratada pelo ministério por R$ 6,5 milhões anuais, alimentou as páginas pessoais de Maurício Quintella nas redes sociais.

A Comissão de Ética da Presidência da Presidência da República instaurou nesta segunda-feira (31) inquérito para apurar eventual improbidade administrativa cometida pelo ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, preso na última quinta-feira (27). Ele é investigado por supostamente ter recebido R$ 3 milhões em propinas da Odebrecht, segundo executivos delatores do conglomerado.

O ex-presidente da Petrobras e do BB terá 10 dias úteis para enviar uma manifestação à comissão após que for intimado. Gustavo Rocha teve dez dias para se pronunciar sobre o caso.

Caso seja constatado desvio ético, o órgão federal poderá aplicar a Bendine sanção de repreensão pública, uma espécie de mancha no currículo, mas que não o impede de exercer novos cargos públicos.

Ele atuou como advogado de Marcela no processo judicial que tentou proibir a publicação de informações sobre a extorsão feita por um hacker à mulher do presidente Michel Temer. Ele teria também chantageado Marcela ao dizer ter áudio que jogaria nome de Temer "na lama".

A denúncia foi levada à comissão pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

O colegiado concluiu que não houve infração ética por parte do advogado, que atuou na defesa de Marcela ao mesmo tempo em que ocupava o posto de um dos principais assessores jurídicos do Palácio do Planalto.

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