Temer liberou R$ 134 milhões em emendas para aliados na CCJ

Temer liberou R$ 134 milhões em emendas para aliados na CCJ

Deputados federais que votaram contra o relatório favorável a denuncia de corrupção passiva praticada pelo presidente Michel Temer (PMDB), receberam em junho, R$ 134 milhões de emendas parlamentares. Na primeira sessão, o relatório de Sergio Zveiter pedia o prosseguimento das investigações. Após a aprovação do parecer na CCJ, ele terá que ser votado no plenário da Câmara, o que ainda não há data para ocorrer.

Emendas parlamentares são valores previstos no Orçamento e sua aplicação é definida pelo parlamentar que as recebe, desde que obedecidos critérios como o uso exclusivo em projetos e obras nos estados e municípios.

Contudo, de acordo com o secretário-geral da ONG, Gil Castello Branco, os R$ 134 milhões liberados em junho representam um valor "absolutamente atípico para o período". O deputado que teve mais recursos comprometidos foi o tucano Paulo Abi-ackel (MG), relator do voto alternativo aprovado, que recomendou o arquivamento do caso.

Entre janeiro e maio deste ano, por exemplo, o governo federal liberou em torno de R$ 102 milhões em emendas para todos os parlamentares. O partido de Temer, o PMDB, recebeu R$ 284,2 milhões.

Segundo o site da ONG Contas Abertas, ao todo, R$ 2 bilhões foram empenhados só no mês passado para parlamentares de 27 partidos e bancadas estaduais. O parlamentar recebeu R$ 5,1 milhões. Nos primeiros seis dias de julho, o governo já havia liberado mais recursos em emendas do que em qualquer um dos cinco primeiros meses do ano.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), 1 dos mais atuantes na tropa de choque do presidente, também terá R$ 5 milhões em emendas comprometidas em junho.

Conforme a matéria, o Palácio do Planalto declarou que as emendas são uma imposição legal e que o governo só está cumprindo a lei.

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