Contas de luz terão bandeira vermelha em agosto

Contas de luz terão bandeira vermelha em agosto

Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido. O operador estima uma redução do nível de armazenamento de água das hidrelétricas da região de 15,5% para 11,5%. No Sudeste e no Centro Oeste juntos, o nível de armazenamento está em 38,8%%; e no Sul, a situação é mais tranquila: 72,81%% da capacidade de armazenamento dos reservatórios.

O primeiro patamar da bandeira vermelha é acionado quando a energia fica acima de R$ 422,56 por Mwh.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. O último mês em que a bandeira vermelha foi acionada foi em maio.

Em julho, a bandeira tarifária vigente foi a amarela, com acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 kWh consumidos.

"O fator que determinou o acionamento da bandeira vermelha no patamar 1 foi o aumento do custo de geração de energia elétrica". O valor da bandeira vermelha patamar 1 fica em R$ 3 para cada 100 kWh e o valor da bandeira vermelha patamar 2, em R$ 3,50 a cada 100 kWh. No mês de junho, vigorou a bandeira verde, sem custo adicional para os consumidores.

Em nota, a Aneel justificou hoje (28) que, segundo o relatório do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema (ONS), o valor da usina térmica mais cara em operação, a Usina Termelétrica Bahia 1, é de R$ 513,51 megawatts-hora (MWh). Com a bandeira vermelha, a tarifa de energia terá cobrança adicional no mês que vem, de R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos.

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