Chamas ameaçam casas em Pedrógão Grande

Chamas ameaçam casas em Pedrógão Grande

Continua ativo, em quatro frentes, o incêndio na zona de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, que esta noite provocou pelo menos 24 mortos e 21 feridos. As outras três estavam junto a um cemitério e, segundo o secretário de Estado Jorge Gomes, terão morrido por inalação de fumo.

Além das vítimas fatais e feridos, há duas pessoas desaparecidas.

Segundo Jorge Gomes, estão a combater o incêndio 331 operacionais com 101 viaturas e há ainda 13 ambulâncias no local.

"Foi criado um posto do INEM no centro de saúde para poder socorrer quem for preciso".

O Itinerário Complementar 8 (IC8), entre o nó da zona industrial de Pedrógão Grande e o nó do Outão, está cortado ao trânsito desde as 19H00, devido a um incêndio florestal, disse fonte da GNR.

Os bombeiros têm sentido muitas dificuldades no combate às chamas, neste que foi o dia mais quente do ano. "Estamos a todo o custo a ver se nos chegam bombeiros de Lisboa", disse o autarca. "Não era possível fazer mais, há situações que são situações imprevisíveis e quando ocorrem não há capacidade de prevenção que possa ocorrer, a capacidade de resposta tem sido indómita", considerou. "O fogo esteve às portas da vila, a 50 metros", disse, frisando que na localidade temeu-se o pior.

"Estou muito assustada e não me recordo de algum incêndio semelhante nos últimos 10 anos", disse à Lusa uma moradora de Atalaia Fundeira.

De acordo com o 'site' da Autoridade Nacional de Proteção Civil na internet, às 18:45, dois incêndios lavravam no concelho de Pedrógão Grande, um dos quais em curso e outro em conclusão. Um fogo em conclusão é um incêndio extinto com pequenos focos de combustão dentro do perímetro atingido.

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