ATUALIZADA - Incêndio em Portugal teve "mão criminosa", diz chefe dos bombeiros

ATUALIZADA - Incêndio em Portugal teve

No sábado, quando teve início o incêndio, o Ministério Público ordenou a abertura de um inquérito "para averiguar as causas e consequências do incêndio em Pedrógão Grande".

Ainda nesta entrevista, apesar de admitir que o SIRESP (Rede Nacional de Emergência e Segurança) teve algumas dificuldades, Marta Soares diz que isso não justifica tudo o que aconteceu, exigindo também nesta matéria uma "análise em profundidade ao que falhou" porque "não se pode no momento de um sinistro desta dimensão estar a inventar.

Agora choramos a morte de um dos nossos", afirmou aos jornalistas o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares.

"Eu tenho para mim, até prova em contrário, de que o incêndio teve origem em mão criminosa", considera porém Jaime Marta Soares.

Por essa razão, sublinha o responsável, "deve ser feito um estudo muito profundo para não se escamotear nem se esquecer de apurar todos os pormenores que permitam que estas coisas se esclareçam com toda a verdade".

"Têm de ser tomadas atitudes/leis que vão custar muito. A situação tem de ser analisada", acrescentou.

Já ontem, recorde-se, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses apelara a que se se investigasse "até às últimas consequências" como começara realmente o fogo, oficialmente provocado por uma trovoada seca que, cerca das 14h40 de sábado, atingiu uma árvore na localidade de Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande. "Guarda as suspeitas para quando for ouvido na polícia Judiciária", disse. Para Jaime Marta Soares é evidente que o fogo teve "origem criminosa". As investigações estão ainda a decorrer, mas fonte da PJ disse ao semanário que não foi detetada a "intervenção dolosa de terceiros".

As autoridades avançaram que o fogo terá sido causado por uma trovoada seca.

Pouco tempo depois do início do imenso incêndio que matou ao menos 64 pessoas, feriu outras 200 e destruiu matas, carros e casas em Pedrógão Grande, na região central de Portugal, as autoridades locais afirmaram que o fogo teve causas naturais.

Artigos relacionados